Viver intensamente o presente. Assim é tornar-se mãe. Não dá pra ser daqui a pouco e não importa o que acabou de valer. O momento, cada momento é único, verdadeiro. O presente finalmente existe. Não é mais aquela sensação que escapa enquanto fazemos planos para o futuro ou nos apegamos ao passado. Um bebê transpira o tempo. Cada movimento, cada silêncio ou som, cada pedacinho desse pequeno/grande ser ganha significado. E quando isso acontece... mágica! Cada minuto tem sua importância. Se a Sofia chora agora, não adianta dizer que acabou de mamar ou que o leite é pra daqui a pouco. Nenê de dois meses não faz manha! Tem que resolver na hora (e pouco importa a hora que seja do dia ou da noite, bebê não usa relógio...). Se o cocô está vede ou amarelo, se é um sorriso ou só um espasmo, se é dor de ouvido ou de barriga, se obedece o médico ou a família e os amigos, cada assunto vira debate pra mais de dia. A dor e a delícia de ser mãe! Isso tudo sem contar no barato que é ver todo mundo discutir com quem se parece. Fotos são sacadas dos armários, o bebê é examinado palmo a palmo. Afinal, há que se encontrar pedacinho parecido com todo de mundo (de mais de uma geração, diga-se de passagem!).